Ao meu amor mais bonito…

coracao-quebrado

Amor se foi, continuamos a vida

Eu te amei.

Alguns dizem que foi só paixão. Eu afirmo que foi amor.

Foi amor, hoje é um doce meio amargo. Lembrança.

Apesar dos pesares e de Belchior dizer que “O passado é uma roupa que não nos serve mais”, às vezes, prefiro ficar com a frase que diz “ Relembrar do passado é reviver momentos “.

Não é porque uma história não teve final feliz, que a gente precisa jogar o passado todo no lixo, certo?

Nunca achamos que vamos perder quem amamos, mas perdemos por uma série de razões. Destino, sorte e atitudes. Também a vida nos coloca a frente de invariáveis situações e nos aproxima de quem nunca imaginávamos conhecer e nos afasta de quem nunca imaginávamos viver sem…

Perguntaram-me outro dia qual era o segredo do amor. Desculpem, mas não sei.

coraçoesSe pudesse ao menos arriscar uma resposta, diria que são: flexibilidade e muito carinho.

São os detalhes que fazem o amor sucumbir. Não dá para achar que por amor as pessoas suportam tudo. Grosseria, brigas e falta de cuidado.

A gente espera meio que se enganando, que o pedido de desculpas apague grosserias. Uma, duas, três vezes a gente aceita, depois tolera, depois…

Só fica por muito tempo quem é bem tratado. Quem no calor do abraço sente-se seguro. Quem fica confiante que é amado. Reciprocidade. Quando um dedica-se e faz parte do mundo do outro. Pode não ser por mal, mas acontece. E assim, um dia o pedido de desculpas perde a credibilidade.

E na falta de olhar para dentro de si, afirma que não foi quem errou. Só que quando uma relação da certo ou errado, ninguém leva a culpa ou o mérito sozinho.

Somos dotados de todos os sentimentos possíveis. Cometemos juras que não são fiéis aos caminhos da vida e tropeçamos apenas pela falta de coragem. Na vontade de sairmos ilesos, acabamos todos com graves feridas.

O amor exige elo e respeito, do contrário tem data e hora para acabar.

Não dá para amarmos fora do tempo, quando o outro demora a perceber que está dentro da relação. Não dá para esperar o outro corresponder e aceitar o amor. Enquanto isso o amor pode ir se dissolvendo…

A relação em terra sem adubo, nem sempre vigora.

Porém tratando as relações como partidas e jogos, sabemos que a felicidade do ganhador está garantida apenas com a queda do outro. Sendo assim, não é amor. É apego. Não é uma partida do qual alguém precisa sair vencedor. Ou saem os dois, ou os dois perdem.

Já tive um amor desses, achei que nunca acabaria, mas acabou. No fim procuram-se culpados, mas entre mortos e feridos – salvaram-se todos.

Ele deve continuar a vida dele achando que tudo foi em vão. E eu, fico com a missão de entender por nós dois. Será que o tivemos foi tão descartável assim? Será que tentamos até a exaustão? Foi amor, essa é a certeza. Certeza boa que conforta o coração a quem dizer o contrário.

Dentro de nossos corações sabemos a importância do que existiu, conservamos então o mínimo, fora dos olhos maldosos dos outros. O que foi nosso, apenas nos pertence.

Não compre ruins conselhos. Porque não existe receita – a falta de cuidado com o amor resulta sempre em partida.

Fora as acusações verbais de quem acusa o outro do que, existem mil formas de um amor acabar.

Costumo dizer que não rasgo fotos, não limpo as gavetas e que faço questão de guardar na memória o amor vivido.  Cada pedaço desse amor resultou no que sou hoje. Não apago fatos. Guardo tudo em uma caixa com carrinho. Junto com meus erros, peço desculpa, envergonho-me se preciso for – e sigo meu caminho, pés firmes ao chão, chorando, remoendo, rindo, revigorando, renascendo… vivendo… amando…

243408811_8cefc24cd4Recomeço. Perdôo-me. Perdôo-te.

Quando acaba, vai cada um para seu lado, reconstruir suas dores. Modificar o coração, repor as armaduras. É assim, a gente fica tempo digerindo o que passou, às vezes, achando que podíamos ter feito diferente e nos punindo pelo que não fizemos.

A gente vive sentindo saudades da vida que tinha, mas enxuga as lágrimas e bola para frente. Há de existir um novo coração para gente se abrigar.

Descobri amando as dores que há ensinamentos maiores que a felicidade. Descobri precisando esquecer, que ficam guardadas na memória, cartas, fotos, sorrisos e conversas que deixam a sensação de algo sempre inacabado. Os fins têm sabor de tristeza e alivio.

As sensações dos amores maus resolvidos são assim. Estivemos presentes na relação, corpo e alma, mas derramamos algumas coisas pelo caminho. Ninguém vai se sentir amado suficiente sempre e ninguém vê com clareza o fim.

A gente gosta sempre mais do começo. Escrevo para que as pessoas não se sintam só em seus sentimentos e pensamentos. Escrevo para dizer que revigorada a energia, começamos tudo de novo.

Vai sempre existir o seu “melhor amor da vida’’, aquilo que chamo de encontro de almas. Nem sempre dará certo, mas ficara guardado e cravado essa história de amor em seu coração. Guarde o bom do amor…

Jamais deixarei de dizer o quanto foi especial em minha vida e no meu caminho.

Parece triste né? E é. Porém a vida nos ensina amargamente algumas coisas e quando tomamos a consciência que nem tudo está em nossas mãos, começamos a dar pequenos empurrõezinhos, paramos de nos colocar como vitimas. A tomada de consciência é uma passagem linda da vida, superável.

Não deu, não foi dessa vez, mas eu amei. Foi um dos sentimentos mais lindos e puros que tive o prazer de conhecer e viver.

Doeu, fui feliz e o final triste. Pensando no futuro, passado e presente. Fui, sou e serei feliz. Assim como cada um de vocês. Uma linda história a ser contada algum dia, mas por enquanto ainda estou costurando feridas.

Espero que você saia ileso. Que seja um final pouco doloroso e que mesmo fazendo um esforço para esquecer, guarde em seu peito todas as coisas boas que viveu. Somos a mistura de todas nossas passagens, não renegue quem amou. Não desfaça do sentimento que lhe doaram.

Mande energias e vibrações, mesmo se estiver com raiva.

Eu desejo que você seja verdadeiramente feliz.

Texto: Luciana Mazilli

 

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Sobre sabordoamor

Tenho uma empresa física e on-line no ramo de produtos eróticos a 16 anos no mercado brasileiro
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