AMOR ROMÂNTICO E GRIPE: QUASE A MESMA COISA!

maos dadas

Ainda não associaram a ocorrência da paixão com nenhum vírus. Ainda. Deveríamos achar a falta de estudos científicos acerca do “estar apaixonado”, no mínimo, suspeita. Afinal, muita gente sai ganhando com esse negócio. Gente apaixonada não pensa, não raciocina e, muito menos, vê algum sentido na racionalidade. A paixão derruba a gente, qual uma maldita gripe. Caímos numa nebulosa sensação de torpor, na qual a realidade não passa de uma intrusa inconveniente. Atire a primeira foto rasgada do “ex my love” quem nunca se apaixonou.

Andamos pela vida de forma displicente. Torcemos intimamente para que nossa distração seja premiada com um lance de sorte. Olhamos à nossa volta e temos a idiota certeza de que TODO MUNDO é mais feliz, rico, bonito, bem-sucedido, enturmado, elegante, viajado e PRINCIPALMENTE mais amado do que a nossa desafortunada pessoa. E essa certeza nos coloca num modo de funcionamento meio parecido com a trajetória de uma bala perdida: sabemos de onde saímos, mas não temos a menor ideia de onde vamos parar.

O mais absurdo de estarmos apaixonados é acreditarmos que a ocorrência da paixão é o primeiro passo para a conquista de uma das nossas maiores ambições: o amor! Ahhhh… O amor. Haverá neste vasto mundo duas pessoas que amem do mesmo jeito?! Eu duvido. Duvido e desafio alguém a me convencer do contrário.

A busca pelo amor é quase tão incapacitante quanto uma febre da mais desumana das gripes. A busca pelo amor faz de nós uma espécie de desbravadores de terras desconhecidas, tão crédulos e ansiosos que saímos por aí, encarando pântanos e desertos sem ao menos carregar uma bússola ou um cantil de água. E a explicação para tamanha inconsequência é muito simples: acreditamos, de verdade, que ao encontrarmos o amor, o outro assumirá o comando da nossa direção e tratará de saciar a nossa sede.

A ilusão do amor romântico torna-se uma cilada, justamente porque ao nos lançarmos em busca dele, deixamos de considerar que o amor é um passageiro. Ele depende de alguém, de outro ser tão ou mais conturbado do que nós, para ser carregado para lá e para cá. O amor é uma situação, um estar, uma viagem que espera de nós a construção da estrada, o desenho do mapa, o plano de voo.

Ao idealizarmos o amor, enumeramos uma série de expectativas, perfeitamente arquitetadas para nos suprir. Imaginamos um personagem que faça bonito em qualquer uma das nossas histórias. Que saiba ser forte, quando estivermos mergulhados no drama. Que ria lindamente das nossas comédias. Que personifique a ousadia pra compactuar com nossas aventuras. Que encarne a coragem pra aguentar firme nossas cenas de terror. Que se vista de leveza pra nos garantir que haverá poesia, mesmo nos dias mais nebulosos.

O amor não nos pega de surpresa. Nós é que fingimos surpresa, diante da hipótese do amor. E a nossa falta de conhecimento de nós mesmos é tão assustadora, que escolhemos delegar ao outro a quase impossível tarefa de nos decifrar, entender, acolher e completar.

Embarcamos nas histórias de amor, como quem entra na sala de cinema sem saber que filme foi ver. Acreditamos que ter alguém que nos ame vai nos encaixar no mundo, vai nos libertar da indispensável tarefa de descobrir quem somos. Somos tão egoístas e imaturos que nos esquecemos de lembrar que o outro que escolhemos para nos amar, está em busca de amor também.

E quando menos esperamos… Caímos de cama. Queimamos em febre. Trememos de frio. Tentamos ignorar os olhos que ardem, o corpo que dói e a garganta seca pela falta da água que nós mesmos nos esquecemos de beber.

O amor é muito mais perigoso que a gripe. Não há remédio, nem medidas paliativas, muito menos cura. Um amor que não se concretiza, ou que se concretiza e acaba, fica pra sempre desenhado em películas de memórias que nos pertencerão para sempre. Aqueles a quem concedemos a prerrogativa do amor vão morar eternamente dentro de nós, queiramos ou não. E logo ali, na próxima página de nossas vidas, fingiremos que estamos imunes. Mas começaremos tudo outra vez, de novo, do mesmo jeito!

Fonte: Obvious

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Sobre sabordoamor

Tenho uma empresa física e on-line no ramo de produtos eróticos a 16 anos no mercado brasileiro
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